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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Gestão do Conhecimento: Compartilhamento de Redes Interorganizadas



Francislaine Cristina Sorgi
Geisa Claudia Costa Ferreira

RESUMO

Nos últimos meses nos dedicamos a pesquisar sobre a questão de Gestão de Conhecimento, o que muito nos deixou perplexos, foi o grande número de material encontrado sobre tecnologia de Informação, Software, Web e outros. Decidimos escrever sobre Compartilhamento de Redes Interorganizadas, para compreendermos melhor vamos assistir um a explicação breve do que são Rede Sociais, ou Rede Sociais e Gestão do Conhecimento.  

A Tecnologia de Informação (TI) pode contribuir muito a área social, esta colaboração é capaz de dar subsídio para elaboração de bancos de dados, estratégias e planejamento, além de disseminar conhecimento, pois as organizações teriam acesso à informatização e a sistemas eficientes de gestão do conhecimento, por meio de sistemas integrados entre as instituições, formando uma rede.

Estes sistemas integrados seriam elementos essências á execução da política de Assistência Social, visando à normatização dos serviços, qualidade de atendimento, indicadores de resultados, nomenclatura dos serviços e da rede-assistencial.

Partindo da reconceituação que o “assistencialismo” na idade contemporânea pressupõe “desenvolvimento social”, propondo-se o aprimoramento e consolidação da Assistência Social como uma política pública e um direito do cidadão. O Estado (estado mínimo), por falta de infra-estrutura própria de pessoal, passou a recorrer a ONGs, o chamado também “Terceiro Setor” para desenvolver políticas públicas (meios para suprir às necessidades básicas, como: saúde, educação, habitação, trabalho, transporte, alimentação e outras, visando a assegurar uma vida digna).

Considerando que as ONGs são regulamentadas pela Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS) de dezembro de 2005, exercendo o papel de parceria com poder público, na formulação e na execução de políticas públicas e projetos, apontando e solucionando os problemas e promovendo o desenvolvimento local.

É evidente que as Ongs necessitem em suas prestações de contas transferência de recursos públicos, além de leis que tratam destas associações sem fins lucrativos. Embora tenham críticas que insistem em que elas substituem o que é dever do Estado.


Palavras Chaves: Gestão do Conhecimento; Redes Interorganizadas; Assistencialismo.


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 1. Introdução

O objetivo deste artigo é expor, discutir e levar a reflexão, a necessidade do desenvolvimento de sistemas de gestão do conhecimento que auxiliem na gestão dos investimentos assistencialistas.

As organizações sociais, geralmente são vistas de uma configuração macro de todos os setores, mas de forma desarticulada e ainda ineficiente. Há necessidade de descentralização e de não desresponsabilizar o Estado na criação desse sistema, envolve o conhecimento de gestão de redes, de acordo Enegep In Boisier (1999), “... mecanismos de desenvolvimento local, gestão de projetos, engenharia econômica, avaliação de projetos sociais, sistemas de informação, Engenharia das Intervenções Regionais”.

Precisamos descruzar os braços e constituímos uma “... gestão social tem com a sociedade e com os cidadãos, o compromisso de assegurar, por meio das políticas públicas, programa público, o acesso efetivo aos bens, serviços e riquezas.” Carvalho, 2001, p 19.

O Terceiro Setor desempenha um papel cada vez mais expressivo como agente de desenvolvimento e movimenta um volume crescente de recursos anuais.

Segundo a Enegep In Bedinelli “De acordo com dados preliminares do levantamento que está sendo realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com o Johns Hopkins Center for Civil Society Studies, as instituições sem fins lucrativos têm um peso maior no PIB do Brasil do que setores como o petróleo e do que 22 dos Estados brasileiros. Essa participação aumentou de 1,5% em 1995, para cerca de 5% na atual pesquisa”. 


2. Porque a necessidade da implantação de Rede e Informatização para organizações do terceiro setor

É evidente, que tanto recurso desperte questionamentos de empregabilidade e a necessidade de mecanismos que facilitem a avaliação dos investimentos sociais (resultados) e a conseqüente prestação de contas para a comunidade faça-se presente.

No Brasil, nos últimos anos, as ONGs cresceram e se multiplicaram principalmente pelo forte apoio para seu financiamento, da cooperação internacional, o múnero desta organizações atuando no País é desconhecido.

Segundo o deputado Falcão (Fevereiro de 2008), só no Amazonas, "...existem mais de 100 mil ONGs atuando livremente na Amazônia. São ONGs que trabalham sem qualquer fiscalização por parte dos governos Federal, estaduais e municipais. Até o final de 2008, o número de ONGs no Amazonas terá aumentado 5%, destacou o relatório do Governo Federal...."

Outro exemplo: se certa população esta vivendo ou caiu para a linha da miséria, este ponto pode ser considerado para titular tal mandato de “impotente”, título este que deve ser encarado como reflexo da má distribuição ou da má informatização dos recursos para tal situação. Fica mais fácil definir o exemplo como “desvio de verba”, do que se sugerir indicadores positivos da ideal distribuição dos recursos.

Não podemos generalizar, mas temos Ongs sérias, que realizam um trabalho social belíssimo, e que tem múltiplos problemas para receber recursos público, esbaram em desconfiança, burocracia e descontinuidade das políticas públicas, e também transparência pelo governo, por não ter apadrinhamento político.

Assim como o ser humano não pode ser visto isoladamente, em um problema quando apresentado, as organizações, de nenhum setor, também não conseguem atingir o objetivo de gerar desenvolvimento, trabalhando sozinha, devido à natureza complexa dos fatores que compõem o desenvolvimento.

O que colocamos em discussão é desenvolvimento de sistemas integrados de gestão do investimento social que sejam geridos e alimentados por redes de organizações que buscam alcançar um objetivo social comum, além de transparência de recursos (troca de informações e experiências).

É importante estamos abertos às novas tendências e mantermos nos atualizados, esta socialização do conhecimento com outras ONGs, neste sistema de compartilhamento, gera confiança e cria um social network (ou uma estrutura social conectada). Essa troca de informações possibilita um aprendizado de ambos os lados.

Muitas ONGs e também universidades realizam estudos e coletam dados importantes sobre as realidades e vulnerabilidades locais (informações técnicas), são difíceis encontrar um fluxo aberto de comunicação entre essas instituições e coexistem diversos sistemas de informações que não se comunicam.

As necessidades de formação de redes ou usada a expressão “redes sociais”, “tecido social”, “teia da vida”, interorganizacionais, constituem um tipo de organização diferenciada principalmente, porque trabalham de uma vontade coletiva de realizar um objetivo.


3. Faça-se necessária elaboração de um plano 

Para elaboração de um plano de sistema compartilhado de gestão do conhecimento sobre o assistencialismo, é necessário ter mecanismos de articulação e gestão desse sistema, cuja implementação passa necessariamente pela formação de redes entre as instituições envolvidas.

É de suma importância, que o órgão que deter controle da rede não seja o governo, pois muito políticos teriam com tirar vantagens delas. Pois há 
“... informações consideradas” estratégicas”, sobre as quais se evita a divulgação. Por exemplo, se o número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza aumenta em um município, a divulgação desse dados pode ser considerada prejudicial para a imagem do poder municipal. Da mesma forma, fica mais fácil detectar os casos de desvios de verbas públicas, visto que indicadores positivos deveriam ser a melhor prova que o recurso está sendo gasto em seu destino e da forma mais eficaz. No entanto, já não parece ser possível evitar o avanço da implantação de sistemas informatizados que proporcionem”.

Há de trabalhar de uma forma sistêmica, interligada permitindo ver os padrões de mudança e não apenas eventos isolados, preconizando o inter-relacionamento horizontalmente (onde todos são lideres e liderados), realimentado pelos sistemas de cada um dos componentes da rede.

Propomos para a rede, a criação de grupos semi-autonomos de com a planta de Kalmar[1],
modelo “sueco”, aborda a sociedade de forma técnica, originado a partir dos anos 70, Sua ampla  difusão só veio ocorrer quando a Volvo decidiu utilizá-la no projeto de nova fabrica  de automóveis, localizada em kalmar, inaugurada em 1974,  foi desenvolvido a fim de se tornar uma alternativa de organização de trabalho, em função de especialidades locais.

Segundo Bezerra (1998) no Brasil, a experiência pioneira foi abordada na Rhodia, em São José dos Campos, seguida pela Alpargatas, Cibié, Método, entre outras.












Figura  01

Um grupo semi-autônomo ou auto-regulável tem a responsabilidade coletiva frente a um conjunto de tarefas, por ter autonomia:
- pode abranger escolhas de métodos de trabalho;
- escolha de lideres;
- distribuição de tarefas;
- definição de metas;
- inter-relacionando-se.
O líder escolhido pelo grupo visa à garantia e as condições de recursos necessários ao bom funcionamento do grupo.

3.1 O grande desafio

 Observa-se, diante dos casos analisados, que a elaboração de um sistema de informação em rede, se depararia com grandes desafios, seriam:
- mapeamento de instituições;
- os gestores terem atualização teórico-metodológico;
- reestruturação do órgão gestor;
- capacitação continuada de todos os operadores;
- elaboração de um sistema de monitoramento;
- constituição de fóruns de discussão e interação.

4. Conclusão
 
Gestão do Conhecimento na área de humanas vem deste Platão.

A Tecnologia de Informação (TI) é uma ferramenta que pode contribuir muito a área social, disseminar conhecimento, por meio de sistemas integrados entre as instituições, formando uma rede de coompartilhamento de informações.

Em suma, neste compartilhamento de Redes Interorganizadas, ha um enorme ganho, gera socialização do conhecimento com outras ONGs, gera transparência e confiança e cria um social network (ou uma estrutura social conectada).

Diante dos fatos apresentados, finalizamos o artigo com o desejo que este seja mais um material de contribuição informativo, propondo detalhes relevantes e importantes para gerarem-se cada vez mais indicadores de melhorias e suposições de qualidade de vida.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BEZERRA, Luiz Abner de Holanda, O estudo da biografia de uma empresa como apoio à intervenção ergonômica - um estudo de caso: proposta para implementação da ergonomia em uma empresa de saneamento. Florianópolis - Fevereiro de 1998, Santa Catarina – BRASIL. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) – Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina.
Disponível em: http://www.eps.ufsc.br/disserta98/bezerra/cap4.htm
Acesso em 29.01.10
às 21:02 min.

CARVALHO, Maria do Carmo |Brant. Introdução a temática da gestão social. In Ávila, Célia M. (coord.), Gestão de Projetos Sociais. São Paulo: AAPCSS (Associação de Apoio ao programa capacitação solidária), 2001.
 
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, 1988.
 

XXVI ENEGEP - Fortaleza, CE, Brasil, 9 a 11 de Outubro de 2006, Sistema Compartilhado de Gestão do Investimento Social Local: gestão do conhecimento em redes interorganizacionais, Online.
Disponível em:  http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP2006_TR560372_8541.pdf.
Acesso em: 22.01.10 às 22:10 min.

FALCÃO, Walzenir. Projeto quer identificação de ONGS no Amazonas. Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas -06 de Agosto de 2008.
Disponível em:
Acesso em: 02.02.10 às 23:50.

JORNAL. A nova democracia, ONGs e latifúndio vilipendiam nossa soberania,  Ano VI, nº 43, junho de 2008.Online.
Disponível em: 
http://www.anovademocracia.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1702&Itemid=105.
Acesso em: 23.01.10 às 08:45 min..

LOAS, LEI ORGÂNICA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL, LEI 8742, de 07.12.1993
 

NUNES, Ana Lúcia , Ongs: dominação e crimes, Ana Lúcia Nunes , S/D, Online.
Disponível em :
http://www.anovademocracia.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1807&Itemid=25
Acesso em: 23.01.10 às 06h45 min.

SEBRAE, A rede, tecnologia para inclusão social, Entrevista - As ONGs não substituem o Estado, S/D, Online.
Disponível em : http://www.arede.inf.br/inclusao/edicoes-anteriores/75-%20/782
Acesso em: 23.01.10 às 11h15min.










 * Pedagoga - Unopec-Sumaré
Pós Graduação em MBA Gestão de Pessoas - Faculdade Interativa Sumaré
** Assistente Social –  Unisal - Americana
Pós Graduação em MBA Gestão de Pessoas – Faculdade Interativa Sumaré


1 Kalmar é uma planta de montagem, que inovou tanto do ponto de vista técnico quanto organizacional. Um dos princípios de projetamento buscou eliminar a pressão sobre a cadência do trabalho que é imposta pelas linhas de montagem. Assim, a montagem dos automóveis é realizada sobre vagonetas (trolleys) que podem ser desengatados e, posteriormente engatados, num sistema de transporte que percorrer a fábrica. Esses trolleys foram projetados com vários dispositivos que facilitam o acesso das pessoas aos pontos de operação e montagem, tornando o trabalho ergonomicamente adequado. A coordenação da planta estrutura-se em torno de seis, com seres funcionais, compostos por pessoal de administração, supervisão e operários. Esses conselhos decidem sobre: produção, materiais, qualidade, engenharia industrial e finanças.

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